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segunda-feira, 12 de agosto de 2013

SUGEIRA EMBAIXO DO TAPETE DA PETROBRÁS

60% a 70% do dinheiro arrecadado dos empresários era repassado ao PMDB, sobretudo à bancada mineira do partido na Câmara, principal responsável pela indicação de Zelada à Petrobras. De acordo com João Augusto, o dinheiro servia para pagar campanhas ou para encher os bolsos dos deputados. O restante, diz ele, era repartido entre ele próprio e seus operadores na Petrobras – os responsáveis pelo encaminhamento dos contratos.

Segundo João Augusto e outros quatro lobistas do PMDB, o dinheiro era distribuído a muita gente em Brasília. A maior parte seguia para os dez deputados do partido em Minas, entre eles o atual ministro da Agricultura, Antonio Andrade, e o presidente da Comissão de Finanças da Câmara, João Magalhães.

O dinheiro, de acordo com João Augusto, não ficava apenas com essa turma. Segundo o relato dele e dos outros lobistas, o secretário das Finanças do PT, João Vaccari, recebeu o equivalente a US$ 8 milhões durante a campanha presidencial de Dilma Rousseff em 2010. João Augusto diz que organizou, pessoalmente e por meio de Vaccari, o repasse para a campanha de Dilma.

O dinheiro, segundo ele, foi pago pela Odebrecht, em razão de um contrato bilionário fechado na área internacional da Petrobras, que dependia de aprovação do então presidente da estatal, José Sérgio Gabrielli, do PT. À Justiça Eleitoral, a campanha de Dilma declarou ter recebido R$ 2,4 milhões da Odebrecht.

As denúncias de João Augusto são contestadas pelos acusados. Vaccari, secretário de finanças do PT, diz que não era responsável pela tesouraria da campanha de Dilma. Afirma ainda que “todas as doações ao PT são feitas dentro do que determina a legislação em vigor e de uma política de transparência do PT”.
Gabrielli diz, por meio de nota, não ter conversado sobre o contrato da Odebrecht com Vaccari. Zelada afirma desconhecer a atuação de João Augusto na intermediação de contratos na Petrobras e nega ter sido indicado pelo PMDB. A Petrobras informou em nota que não comentaria o assunto.

Apesar de todas as contestações, a reportagem de ÉPOCA confirmou, por meio de entrevistas em três cidades, vários pontos do depoimento de João Augusto. Investigações oficiais ainda são necessárias para apurar todas as suas denúncias.
Juçara de Santis – REVOLTADA ON LINE

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

A ordem é repousa

CARLOS BRICKMANN
O Congresso Nacional, que não estava em recesso, continua em recesso após o final do recesso - quer dizer, continua não estando em recesso, já que não havia recesso, mas trabalhar que é bom fica para a semana que vem.
Explicando melhor os estranhos hábitos dos nobres congressistas: por lei, não poderiam entrar em recesso (nome parlamentar das férias) sem votar a Lei de Diretrizes Orçamentárias. Não votaram, logo não poderiam tirar férias. Então decidiram suspender as sessões deliberativas (e, com isso, não precisariam temer o desconto das faltas). Não estavam em recesso, mas estavam. No dia 1º o recesso que não era recesso acabou, mas só 37 dos 513 deputados apareceram (o Senado também tinha pouca gente).
Ou seja, o recesso que não havia, mas havia, terminou, mas não terminou. Ou, simplificando, o repouso democrático continua em vigor.

Blog do B.Silva

terça-feira, 2 de julho de 2013

TSE define prazo mínimo de 70 dias para realização do plebiscito

Cármen Lúcia, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) (Nelson Jr./SCO/STF)
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) informou hoje (2) que o prazo mínimo necessário para realizar o plebiscito sobre a reforma política é 70 dias, a contar do dia 1º de julho ao segundo domingo de setembro (dia 8), "se tiverem início imediato as providências no sentido da realização da consulta". O prazo foi definido em reunião que durou mais de três horas entre a presidenta do TSE, ministra Cármen Lúcia, e os presidentes dos 27 tribunais regionais eleitorais do país.

Na ata da reunião, o TSE ressalta que "atrasos na definição da consulta terão consequência óbvia e inevitável sobre esse calendário, porque não é possível ter o início de providências com dispêndio de esforços humanos e de dinheiros públicos, senão com a específica finalidade que está prévia e legalmente estabelecida."

O prazo de 70 dias definido pelo TSE é uma resposta à consulta feita ontem (1º), formalmente, pela presidenta Dilma Rousseff ao tribunal, por intermédio do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo.

A posição do TSE é baseada em estudos preliminares feitos por órgãos internos dos tribunais regionais eleitorais, "em regime de urgência, e sujeitas essas análises às adaptações necessárias a partir da superveniência da convocação formal que venha a ser feita."

Na ata, o TSE diz ainda que o prazo de 70 dias foi definido "para garantir a informação do eleitorado sobre o que lhe venha a qer questionado".

segunda-feira, 24 de junho de 2013

Por uma nova política energética


Heitor Scalambrini Costa
Professor da Universidade Federal de Pernambuco
Os especialistas da área energética do governo federal, inclusive a mais “famosa” e que ocupa o principal cargo público da nação, têm demonstrado o quanto suas decisões estão na contramão da história.
O Brasil, elogiado até então por contar na sua matriz elétrica com mais de 80% de sua geração com fontes renováveis de energia, em particular as hidroelétricas, não tem levado em conta a nova realidade do papel mundial das fontes renováveis de energia. Indo mesmo na direção contrária, conforme atestam os dados produzidos pelo próprio governo, e de decisões tomadas. Segundo o último inventário de emissões de gases de efeito estufa 2005-2010, lançado pelo Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI); houve no setor de energia uma alta das emissões no período, de 21,4%.

Com o mesmo discurso do desconhecimento do setor energético, a presidente repetiu a “chantagem” feita pelo seu antecessor. No passado recente foi dito que, ou se aceitava a construção de mega-hidrelétricas na Amazônia, ou teríamos que conviver com novas usinas nucleares. Agora o discurso proferido em abril último é de que, ou se constrói novas hidrelétricas ou aumenta-se a participação das termelétricas a combustíveis fósseis na geração energética.
Só que não dá mais para continuar a enganar ninguém, pois a opção declarada e escrita do governo federal, que consta no Plano Nacional de Energia 2030 (PNE), é de ofertar energia elétrica construindo mega-hidrelétricas, termelétricas a combustíveis fosseis e novas usinas nucleares.
Ao mesmo tempo, se concentra na indústria brasileira do petróleo (o maior vilão do efeito estufa) em torno de 2/3 dos investimentos feitos pelo país no setor energético.
Para alguns, a surpresa maior foi à portaria 137 de 30/4/2013 do Ministério de Minas e Energia (MME), liberando usinas térmicas a carvão mineral - a fonte de energia que mais libera CO2 entre todos os combustíveis fósseis, além de outros gases tóxicos, como o enxofre - a participar do leilão de energia elétrica A-5, programado para agosto próximo. O que contribuirá efetivamente para um aumento da participação desta fonte energética, que hoje corresponde a 1,5% da matriz elétrica do país. Ao mesmo tempo foi proibida a participação da energia eólica neste leilão.

Mesmo que a energia nuclear esteja sendo questionada mundialmente, devido aos riscos de acidentes, o Brasil irá investir R$ 850 milhões no setor, e ainda prevê a construção de um reator multipropósito. Além, dos R$ 10 bilhões na construção de Angra 3. No PNE esta previsto ainda até 2030, a construção de mais 4 usinas nucleares, sendo 2 no Nordeste, e mais 2 no Sudeste. Tudo isto com a defesa apaixonada pela energia nuclear do atual ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação (como seus antecessores já haviam feito), que chegou a declarar que a reativação do programa nuclear brasileiro para fins pacíficos é “um dos principais programas da pasta”, do qual ele “não abre mão”.  Pode-se contrastar este depoimento, com o que falou o eminente físico Robert Oppenheimer, responsável pela construção da primeira bomba atômica, quando visitou o Brasil, em 1953: “Quem disser que existe uma energia atômica para a paz e outra para a guerra, está mentindo”.

O que acontece na área energética se assemelha ao “modus operandi” como as decisões e opções nefastas têm sido adotadas em outras áreas. Sem consulta e participação popular verificam-se decisões completamente autocráticas e descoladas dos anseios da maioria da população. Decisões que afetam não só as gerações atuais como as futuras.

Opções existentes e são apontadas por inúmeros documentos produzidos pela comunidade acadêmica e organizações não governamentais que militam na área energética. Por exemplo, o relatório O Setor Elétrico Brasileiro e a Sustentabilidade, lançado em novembro de 2012, mostra a potencialidade da energia solar e eólica no Brasil. Estas fontes são menosprezadas nas políticas públicas. Este documento aponta que, com as tecnologias atuais de energia solar, seria possível atender a 10% da demanda atual de energia elétrica do Brasil. No caso da energia eólica, o potencial inexplorado chega a 340 GW, quase três vezes o total da capacidade elétrica instalada atualmente no país.

Sem contar com outras medidas factíveis, como a implantação de programas de eficiência energética e redução de demanda. Segundo estudo da Associação Brasileira das Empresas de Serviços de Conservação de Energia (Abesco), cerca de 10% do total consumido anualmente (430 TWh) são desperdiçados, volume superior ao consumido pelo total da população do estado do Rio de Janeiro, que alcança cerca de 36 TWh.



Alternativas existem, e daí a necessidade urgente de se discutir uma Nova Política Energética para o Brasil. Este assunto foi debatido em um seminário nos dias 23 e 24 de maio último em Brasília, promovido pelo Fórum de Mudanças Climáticas e Justiça Social, e que teve ao seu final o lançamento de um documento assinado por mais de 40 organizações, instituições e pesquisadores presentes, intitulado “Mensagem a Sociedade Brasileira Por uma Nova Política Energética”. Neste documento a sociedade, os participantes não aceitam mais o modelo autocrático em que são tomadas as decisões, pregam a urgência na mudança de rumo no setor energético, exigindo ampla participação e controle social em uma área estratégica do país.

Fonte: Portal do Catita

quarta-feira, 19 de junho de 2013

Protesto fura barreira policial e entra em confronto com PM em Fortaleza


Protesto em Fortaleza tem confronto com a PM (Foto: TV Verdes Mares/Reprodução)
Manifestantes que organizam o protesto em Fortaleza furaram uma das barreiras policiais feitas por PMs a cerca de 3 km do estádio Castelão no início da tarde desta quarta-feira (19). Houve confronto e os participantes do protesto foram contidos ao chegar à segunda barreira policial. Havia ainda uma outra barreira de PMs atrás. Às 16h, acontece o jogo entre Brasil e México pela Copa das Confederações.
Cerca de 15 mil pessoas participam do ato, segundo a Polícia Rodoviária Federal. O grupo que furou a barreira tentou entrar na Avenida Alberto Craveiro, onde a Fifa determinou a restrição de tráfego para autoridades.
O grupo tentou também chegar ao Castelão pelo Parque Ecológico do Cocó, onde não havia barreira policial. No entanto, PMs foram deslocados ao local e impediram os manifestantes.
Tapumes da Copa das Confederações usados para esconder as obras inacabadas foram utilizados como escudo pelos manifestantes para se proteger de bombas de efeito moral e balas de borracha utilizadas pela polícia. Parte dos manifestantes se encaminhou às ruas transversais para evitarem o confronto com a polícia. Após o conflito com bombas de efeito moral e spray de pimenta, o protesto foi contido e voltou a ser pacífico.
Homem fica no meio da confusão entre polícia e manifestantes antes do jogo do Brasil em Fortaleza (Foto: Vanderlei Almeida/AFP)

Centenas de manifestantes se concentraram no viaduto do Bairro Aerolândia, um dos principais caminhos de acesso ao Estádio Arena Castelão. Quem trafega pela BR-116 não consegue chegar à Avenida Alberto Craveiro, que liga a BR ao estádio. Os motoristas que chegam do Aeroporto Internacional Pinto Martins, na Avenida Carlos Jereissatti, também não entram na BR.
O grupo "+ Pão - Circo - Copa para Quem?" protesta contra gastos excessivos para a realização da Copa do Mundo e cobra melhorias nos serviços de educação, transporte público, segurança e saúde.
Polícia usa gás, balas de borracha e bombas de efeitos moral (Foto: TV Verdes Mares/Reprodução)
A Secretaria da Segurança diz que a polícia protegerá o perímetro estabelecido pela Fifa para garantir a entrada de torcedores. O trânsito na Avenida Raul Barbosa ao lado do Makro, próximo à BR-116, está bloqueado devido à presença das pessoas.
O objetivo inicial do grupo era marchar até o estádio o Castelão. A Polícia Militar, no entanto, diz que evitará o acesso até a arena.

Fonte: G1

Aprovação do governo cai 8 pontos percentuais, diz CNI-Ibope

A avaliação do governo e a maneira como a presidenta Dilma Rousseff administra o país registraram queda na aprovação, segundo a pesquisa CNI-Ibope, divulgada hoje (19) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). O percentual dos que consideram o atual governo como ótimo ou bom caiu de 63%, na pesquisa de março, para 55%. O percentual de pessoas que consideram o governo regular subiu de 29% para 32%, e os que o consideram ruim ou péssimo subiu de 7% para 13%.

Caiu também a expectativa em relação ao restante do governo, passando dos 65% para 55%. Recuou ainda o percentual da população que confia na presidenta: caiu de 75% para 67%. Ainda segundo a pesquisa, seis das nove áreas de atuação do governo foram desaprovadas pela maioria da população: segurança pública (67%), saúde (66%), impostos (64%), combate à inflação (57%), taxa de juros (54%), e educação (51%).

Fonte: Agência Brasil

segunda-feira, 17 de junho de 2013

'PT está enganando a população com o Bolsa Família', diz deputado Tererê sobre o Governo Dilma

O deputado estadual, Deusimar Britto, o “Tererê” (PSDB) fez duras críticas a gestão petista e ao programa  de governo da presidente Dilma Rousseff (PT). Ele disse que a queda de popularidade da governante é justificada pela falta de políticas públicas eficazes em prol dos brasileiros. O tucano disse ainda que o Programa Bolsa Família é uma enganação.

Deputado Tererê (PSDB)
“O PT esta enganando a população com o Bolsa Família, enquanto isso, os brasileiros estão sem saúde, sem educação, sem segurança. Qual é a obra estruturante que o Piauí dispõe? Não existe. A popularidade da Dilma caiu porque a população tem percebido esse descaso. O PT ainda não acertou”, criticou o tucano.
Sílvio Mendes
Tererê ainda falou sobre a possível saída do ex-prefeito Sílvio Mendes do PSDB e garantiu que o partido vai ficar unido em qualquer situação.

Blog do B.Silva/ GERMANA CHAVES, DO GP1

sexta-feira, 7 de junho de 2013

Cozinha equipada na Granja do Torto


Não é só de um fogão para cozinhar nas madrugadas, quando tem fome, que Dilma Rousseff precisava 'urgentemente'. Está no ar, no site de licitações da Secretaria-Geral da Presidência, um edital que previa a 'aquisição de utensílios diversos para cozinha' do Palácio da Alvorada e da Granja do Torto, as residências oficiais da presidente. Total estimado das compras: R$ 139,5 mil. Informação de Mônica Bergamo, na sua coluna da Folha de São Paulo. Ela complementa: 

''Entre os itens estão 500 copos 'meio cristal' para água, de 'acabamento perfeito e bordas totalmente lisas', mil copos 'long drink para sucos', pratos de porcelana de 'alta qualidade', xícaras, talheres, bandejas de prata, manteigueiras, petisqueiras e até porta-caviar com 'base de cristal' e 'colher de prata'. Há também na lista panelas de pressão, frigideiras e assadeiras.''

Fonte: Blog do B.Silva

Quinta-feira e a festa

Plenário vazio
Quinta-feira, final de tarde, está dada a largada para a festa. Longe de Brasília, necessariamente.
Às 17 horas e 28 minutos, o painel da Câmara mostrava que 354 deputados haviam registrado presença, e apenas quatro estavam no plenário.
No Senado, mesmo horário, também quatro excelências trabalhavam em plenário, embora 55 tenham marcado presença no painel.(Lauro Jardim - VEJA)

terça-feira, 4 de junho de 2013

Se brincar, Dilma Rousseff já perdeu


Como num passe de magia negra, a popularidade da presidenta Dilma Rousseff despenca dez pontos percentuais, o PMDB ameaça romper e a reeleição está ameaçada.
Se a popularidade caiu tanto mesmo, segundo uma pesquisa para consumo interno do governo vazada para a imprensa sem maiores detalhes, a culpa é atribuída ao crescimento econômico pífio, chamado de pibinho, e à teimosa inflação. 
Dilma estaria perdendo o controle e sua gestão austera dando sinais de incompetência. 
A oposição começa a acreditar que as candidaturas de Aécio Neves (PSDB), Marina Silva (Rede) e Eduardo Campos (PSB) farão a força. Os mais otimistas já veem a derrota do PT no horizonte. 
A presidenta tem uma convivência tão instável com os partidos da base aliada que PDT, PSD, PR e PTB preferem se assumir independentes mesmo ocupando cargos importantes, até ministérios. Só no ano que vem saberão se ficam ou se caem fora. 
O PMDB não se importa de ter o vice-presidente, Michel Temer, e flertar com Aécio Neves e Eduardo Campos. Se quiser, no comando da Câmra dos Deputados e Senado Federal, faz uma espécie de governo paralelo. 
Isso incomoda Dilma e ela, mais uma vez, chama os peemedebistas para uma "boa conversa" entre amigos desconfiados. Sem essa "aliança estratégica" a reeleição estará comprometida, avaliam petistas pragmáticos. 
Desse jeito, se brincar, Dilma já perdeu.

Fonte: Blog do B.Silva/ Mauro Sampaio (Brasília)

sexta-feira, 31 de maio de 2013

Lula ontem e Lula hoje

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Prefeito Diringa de Tutóia deve ser investigado por desvio milionário de R$ 5 milhões do Fundeb

Raimundo Nonato Abraão Baquil, o Diringa
 Os vereadores de Tutóia, que fazem oposição ao prefeito Raimundo Nonato Abraão Baquil, o Diringa (PSD), vão criar uma CPI – Comissão Parlamentar de Inquérito para investigar o paradeiro de R$ 5 milhões provenientes do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), referentes ao exercício de 2009.

A solicitação está fundamentada em dados fornecidos pelo Tribunal de Contas do Estado. Em atendimento a solicitação do Vereador Christian Noronha (PRB), o TCE informou que, no exercício de 2009, o município de Tutóia recebeu mais de 20 milhões de reais do Fundeb.

A lei estabelece 60% dos recursos do Fundeb dever ser aplicados no pagamento de salários e investimentos no treinamento e qualificação dos professores. Mas, os técnicos da instituição constataram que, no ano de 2009, o prefeito Diringa aplicou apenas 36,29%. 

Quando o percentual de 60% não é atingido, a legislação recomenda que os gestores façam a redistribuição do saldo de forma igualitária para todos os professores da rede pública municipal.

Fonte: Chamada Geral

quarta-feira, 22 de maio de 2013

PSC recorre ao Supremo contra decisão do CNJ sobre casamento gay

O Partido Social Cristão (PSC) acionou o Supremo Tribunal Federal (STF) hoje (21) pedindo a suspensão de resolução do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que obriga cartórios de todo o Brasil a celebrar o casamento civil entre pessoas do mesmo sexo e converter a união estável homoafetiva em casamento. O partido alega que o conselho cometeu “abuso de poder” ao editar a norma, ultrapassando a discussão política sobre o tema.
De acordo com o PSC, a resolução não pode ter validade sem passar pelo processo legislativo, etapa em que a legenda poderá “exercer em plenitude as suas prerrogativas legais e constitucionais” e se manifestar “seguindo os princípios cristãos e estatutários que norteiam a vontade de seus filiados e de seus congressistas”.
O PSC informa ser “totalmente contrário a união entre pessoas do mesmo sexo”, e diz que “sempre se posicionará neste sentido, no exercício de suas prerrogativas legais, junto ao Congresso Nacional” quando o assunto for discutido no Legislativo. 

Agência Brasil

segunda-feira, 6 de maio de 2013

OLHA ISSO AÍ, 10 ANOS!

Foto: Instituto Lula / Divulgação

 1985 - O PT É CONTRA A ELEIÇÃO DE TANCREDO NEVES E EXPULSA OS DEPUTADOS QUE VOTARAM NELE.

1988 - O PT VOTA CONTRA A NOVA CONSTITUIÇÃO QUE MUDOU O RUMO DO BRASIL.

1989 - O PT DEFENDE O NÃO PAGAMENTO DA DÍVIDA BRASILEIRA, O QUE TRANSFORMARIA O BRASIL NUM CALOTEIRO MUNDIAL.
1993 - PRESIDENTE ITAMAR FRANCO CONVOCA TODOS OS PARTIDOS PARA UM GOVERNO DE COALIZÃO PELO BEM DO PAÍS. O PT FOI CONTRA E NÃO PARTICIPOU.

1994 - O PT VOTA CONTRA O PLANO REAL E DIZ QUE A MEDIDA É ELEITOREIRA.
 
1996 - O PT VOTA CONTRA A REELEIÇÃO. HOJE DEFENDE A MESMA.
 
1998 - O PT VOTA CONTRA A PRIVATIZAÇÃO DA TELEFONIA, MEDIDA QUE HOJE NOS PERMITE TER ACESSO A INTERNET E MAIS DE 150 MILHÕES DE LINHAS TELEFÔNICAS.
1999 - O PT VOTA CONTRA A ADOÇÃO DO CÂMBIO FLUTUANTE.
1999 - O PT VOTA CONTRA A ADOÇÃO DAS METAS DE INFLAÇÃO.
2000 - O PT LUTA FEROZMENTE CONTRA A CRIAÇÃO DA LEI DA RESPONSABILIDADE FISCAL, QUE OBRIGA OS GOVERNANTES A GASTAREM APENAS O QUE ARRECADAREM, OU SEJA, O ÓBVIO QUE NÃO ERA FEITO NO BRASIL. POR QUE SERÁ HEIN?
2001 - O PT VOTA CONTRA A CRIAÇÃO DOS PROGRAMAS SOCIAIS NO GOVERNO FERNANDO HENRIQUE CARDOSO: BOLSA ESCOLA, VALE ALIMENTAÇÃO, VALE GÁS, PETI E OUTRAS BOLSAS SÃO CLASSIFICADAS COMO ESMOLAS ELEITOREIRAS E INSUFICIENTES.
NOTAMOS QUE, QUASE TODA ESTRUTURA SÓCIO-ECONÔMICA DO BRASIL FOI CONSTRUÍDA NO PERÍODO LISTADO ACIMA. O PT FOI CONTRA TUDO E CONTRA TODOS. O POVÃO NÃO PERCEBE ISSO.

HOJE, ROUBAM TODOS OS AVANÇOS QUE OS OUTROS PARTIDOS PROMOVERAM E POSAM COMO OS ÚNICOS CONSTRUTORES DE UM PAÍS DEMOCRÁTICO.
  JÁ QUE O PT FOI CONTRA TUDO E CONTRA TODOS DESDE A SUA FUNDAÇÃO, FICA UMA PERGUNTA PARA QUE OS LEITORES RESPONDAM:

EM 10 ANOS DE GOVERNO, QUAIS AS REFORMAS QUE O PT PROMOVEU NO BRASIL PARA MUDAR O QUE OS SEUS ANTECESSORES DEIXARAM?
 
Lembre-se sempre: "Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim".

O Brasil agradece.

sexta-feira, 19 de abril de 2013

PPS e PMN se fundem e dão origem à Mobilização Democrática



O PPS e o PMN, que vinham negociação uma fusão, oficializaram hoje a união dos dois partidos dando origem a uma nova agremiação partidária chamada Mobilização Democrática (MD). A nova sigla vai manter o número 33, que era utilizado no registro do PMN. A Mobilização Democrática tem 13 deputados federais, 58 estaduais, 147 prefeitos e 2.527 vereadores.  A decisão sobre a fusão das duas legendas foi tomada em congressos extraordinários em Brasília.

O deputado Roberto Freire (SP), que presidia o PPS, foi eleito por unanimidade presidente da Mobilização Democrática. O líder da nova legenda na Câmara será o deputado Rubens Bueno (PR), que ocupava a liderança do PPS. O Diretório Nacional e a Executiva partidária será compartilhada entre os dirigentes dos dois partidos que se fundiram. A documentação da nova sigla já foi encaminhada ao cartório para registro e para publicação no Diário Oficial da União.

O deputado Roberto Freire disse que a MD irá ampliar a capilaridade do PPS e do PMN. Segundo ele, o novo partido preocupa o governo e seus aliados, uma vez que a fusão “abrirá uma janela para abrigar descontentes de partidos da oposição e até da base [aliada]”.

Fonte: Agência Brasil

sexta-feira, 8 de março de 2013

Vídeo mostra pastor Marco Feliciano pedindo senha de cartão de fiel.



Um vídeo que mostra o deputado federal Marco Feliciano (PSC-SP), que também é pastor evangélico, pedindo dinheiro para os fiéis de sua igreja, a Catedral do Aviamento da Assembleia de Deus. O pastor também repreende um fiel que doou o cartão sem a senha para sacar o dinheiro.

"É a última vez que eu falo. Samuel de Souza doou o cartão, mas não doou a senha. Aí não vale. Depois vai pedir o milagre para Deus e Deus não vai dar. E vai falar que Deus é ruim", diz durante a celebração na igreja.

Após confusão, eleição de pastor para presidência de comissão é adiada
OAB critica indicação de pastor para Comissão de Direitos Humanos

O pastor é o indicado do PSC para assumir a presidência da Comissão dos Direitos Humanos e Minorias da Câmara. Mas seu nome é alvo de protestos por declarações consideradas homofóbicas e racistas de autoria do pastor.



No vídeo, Feliciano incita os fieis a doarem R$ 1.000, mas para quem não pode oferecer toda a quantia, o pastor diz para doar R$ 500.
Segundo o pastor, o fiel pode fazer a "oferta" de diversas formas. A igreja aceita dinheiro, cheque, cartão, depósito bancário e até moto. Também aceita cheques pré-datados para 90 dias. "Isso não te quebra o coração, você vai ficar mesmo com esse dinheiro na carteira?", questiona o pastor.
"Esse foi o que acreditou", diz o pastor ao pegar o cheque de um fiel. "Esses eu queria segurar todos na mão porque eu vou fazer uma oração especial para ele."
Folha tentou entrar em contato com o deputado para comentar o vídeo, mas ele não foi localizado até a publicação desta notícia. Os integrantes da Comissão de Direitos Humanos e Minorias discutem nesse momento se devem ou não começar a reunião para a eleição do novo presidente do colegiado. O encontro está fechado para manifestantes.

COMISSÃO DOS DIREITOS HUMANOS

A votação para escolha do novo presidente da comissão estava marcada para ontem (6), mas foi adiada para esta quinta-feira (7) após protestos contra a indicação do pastor para o cargo e encerramento da sessão sem a votação.
Candidato único, Feliciano precisaria de ao menos 10 votos, de um total de 18 deputados do colegiado, para ter sua indicação oficializada. O presidente da comissão, deputado Domingos Dutra (PT-MA), não conseguiu sequer iniciar a votação. Uma série de questões de ordem propostas sobretudo pelas bancadas do PSOL e do PT questionaram a qualificação do candidato para o cargo.
A deputada Érika Kokay (PT-DF) questionou, com base no regimento da Câmara, a "afinidade" do deputado com os temas tratados na comissão. "Não são desconhecidas as posições e as posturas do pastor. Ele afirmou que Aids é câncer gay, que os africanos foram amaldiçoados. A candidatura apresenta pelo PSC fere o regimento interno", disse a deputada.
A sessão também foi marcada pela presença de ativistas e militantes favoráveis à causa homossexual. Manifestantes gritaram palavras de ordem e interromperam várias vezes a reunião. Ao final, encerrada a sessão, gritaram: "Até o papa renunciou, Feliciano, sua batata já assou".
Em seu Twitter, a assessoria de Feliciano afirmou que ele saiu da sessão com "lágrimas nos olhos", escoltado por seguranças e quase agredido.
Em 2011, Feliciano declarou que os "africanos descendem de ancestral amaldiçoado por Noé". Depois, disse que foi mal compreendido: "Minha família tem matriz africana, não sou racista".


sexta-feira, 1 de março de 2013

Vereador de SC doa salário e defende política do 'voluntariado'


Vereador eleito em Blumenau, Santa Catarina, nas últimas eleições, o advogado Cezar Cim (PP) resolveu servir de exemplo ao projeto que defende, e doou seu salário a entidades filantrópicas. Ele pretende continuar com a prática por tempo indeterminado. 

Procurador da Justiça aposentado, Cim tem como fonte de renda um escritório de advocacia, e as aulas de direito do consumidor e processo penal que leciona na Furb, além da aposentadoria. O vereador defende que a atuação política deve ser voluntária e, por isso, não remunerada.

”Ninguém é obrigado a se candidatar a um cargo político, você é candidato porque quer. Acredito que esse trabalho tenha que ser voluntário”, defende ele, que teve o voluntariado como uma das plataformas que o elegeu pela primeira vez vereador em 2012, com 2.736 votos.

Em janeiro, todo o salário – no valor líquido de R$ 6.180,00 – foi dividido entre sete instituições filantrópicas e ao partido a que está filiado. A ideia é que a cada mês novas entidades sejam ajudadas. “Quero ampliar a lista de instituições, mesmo que com valores menores. Temos que buscar as mais humildes, as do morro, para as quais qualquer R$ 200 fazem diferença”, afirma. “Não quero elitizar as doações, dando dinheiro às entidades maiores, que já são conhecidas. Quero ajudar aquelas de quem ninguém se lembra”.

Após a primeira doação, o vereador discursou no plenário, anunciando a medida, e publicou as doações em seu perfil no Facebook. Informações do Portalaz

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Oposição "pode juntar quem quiser" que não derrotará Dilma, diz Lula

Em discurso repleto de ironias, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva mandou um recado à oposição ao declarar que os adversários "podem juntar quem quiser" que não irão derrotar Dilma Rousseff nas eleições presidenciais de 2014.


Ao lado de lideranças do PT e de outras siglas, Lula discursou para centenas de militantes que compareceram à festa organizada comemorar os dez anos do partido no governo federal.

"Eles podem se preparar, juntar quem eles quiserem, que, se eles têm dúvida, vamos dar como resposta a reeleição de Dilma em 2014. É essa a consagração da politica do Partido dos Trabalhadores", disse o ex-presidente no encerramento de seu discurso. Em seguida, Lula foi ovacionado pela plateia com o tradicional grito "olê, ole, olá, Lula, Lula."

O ex-presidente disse que o governo petista não pode ser derrotado em 2014 porque "os partidos de lá [da oposição] estão fragilizados". "Eles estão sem valores, sem discurso, sem propostas. Qualquer coisa que eles tentarem fazer, nós fizemos mais e melhor. É por isso que queremos fazer esse debate com eles, com a opinião publica, com a imprensa."

Lula também respondeu às afirmações do antecessor Fernando Henrique Cardoso, que chamou de "picuinha" as declarações da presidente Dilma Rousseff durante o anúncio da expansão do benefício do Bolsa Família. Na ocasião, Dilma disse que "não tem medo de comparações, inclusive sobre a corrupção".

Sempre chamando a oposição de 'eles', Lula afirmou que, em 2006, "eles chegaram a pensar que tinham nos derrotado" --em 2005, o governo Lula sofreu seu principal baque depois de deflagrado o escândalo do mensalão, mas no ano seguinte, o petista foi reeleito.

"Não foi fácil porque eles não acreditavam e continuam não acreditando [no Bolsa Família]. Eles logo inventaram que era ‘porta de saída’," disse. "Deixa o pessoal comprar um lanche com o Bolsa Família pelo menos. [...] E o preconceito quando começaram a dizer que pobre vai virar vagabundo? ", acrescentou Lula.

Em seguida, o ex-presidente disse que o "Lulinha Paz e Amor" --termo inventado por Ciro Gomes para descrever um comportamento mais ameno de Lula em 2002, comparando com a postura dele em eleições anteriores-- "nos trouxe a sabedoria de criar a base aliada e de criar as condições de ensinar esse pais a conviver democraticamente na diversidade."

Haddad elogia Dilma e Lula
Antes de Lula, discursou o prefeito de São Paulo Fernando Haddad, que, ao elogiar a presidente Dilma Rousseff, disse não imaginar que uma mulher iria "enquadrar" o sistema financeiro internacional.

"Nunca imaginei que seria uma mulher que iria enquadrar o sistema financeiro internacional", disse o prefeito, que qualificou a presidente como um "exemplo de fibra e determinação", afirmou Haddad, no discurso de abertura da festa, realizada no hotel do Parque do Anhembi.

Em seguida, Haddad manifestou desejo de ver Dilma governar o país até 2018. "Foi a senhora que mostrou já nesse governo que era sim possível fazer as reformas que o Brasil precisava e fazer as que o Brasil ainda precisa. E que queremos ver realizar nos dois anos, e se depender de mim, nos próximos seis anos."

Sobre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Haddad disse também ter se surpreendido com a sua eleição em 2002. O prefeito afirmou que morava fora do país e resolveu votar com a família para votar em Lula no segundo turno. "Outra coisa que eu não pudia imaginar. Eis que em 2002 Lula surpreende, é eleito e o povo brasileiro passa a ter voz."

O clima de festa foi interrompido pouco antes da fala de Haddad, quando uma militante gritou dizendo que o auditório estaria vazio em comparação a enorme fila de militantes que estariam esperando para entrar no evento do lado de fora do hotel. De acordo com a assessoria do evento, mais de mil pessoas aguardam do lado de fora da festa.
Vaias para Kassab

Presente ao evento, o ex-prefeito de São Paulo Gilberto Kassab foi vaiado pela militância petista. O líder do PSD foi colocado em lugar destaque do evento, ao lado de outros aliados do partido. A mesa dos aliados, sobre um palco, foi montada atrás da mesa com as lideranças petistas. Ao ser chamado para compor a mesa, Kassab recebeu vaias efusivas dos presentes.

Antes de fundar o PSD, Kassab integrou o DEM, inimigo histórico do PT, e era apoiado pelo PSDB de José Serra. Após fundar a sigla, em 2011, o ex-prefeito buscou aproximar-se com o PT. Atualmente, o PSD integra a base de sustentação do governo federal e do prefeito de São Paulo, Fernando Haddad. 

"O governo [do PT] trouxe para o Brasil avanços extraordinários. O povo brasileiro reconhecidamente vive muito melhor. O povo hoje tem acesso a programas sociais. O PSD se sente muito confortável em estar aqui presente em trazer aqui esse apoio. Parabéns à militância petista, aos dirigentes petistas, parabéns ao presidente Lula, à presidente Dilma", disse Kassab.

Depois de afagar o PT, o ex-prefeito chegou a receber algumas palmas, mas também ouviu gritos de "Fora Kassab".

Na mesma mesa de Kassab estão também os ex-ministros, demitidos por Dilma Rousseff, Carlos Lupi (PDT) e Alfredo Nascimento (PR), os senadores Eduardo Lopes (PRB), Robson Amaral (PTN) e Valdir Raupp (PMDB)além de Renato Rabelo, presidente do PCdoB.

Lula, com terno cinza claro e uma gravata com as cores do Brasil, integra a mesa petista, assim como presidente Dilma Rousseff, que está de vermelho.

Na mesma mesa estão os governadores Agnelo Queiroz (Distrito Federal), Jaques Wagner (Bahia), Marcelo Déda (Sergipe), Tião Viana (Acre) e o prefeito Haddad, que, a exemplo de Lula e Dilma, foi muito aplaudido. 

Dirceu, Genoino e Cunha
Os petistas José Dirceu, José Genoino e João Paulo Cunha, condenados pelo STF (Supremo Tribunal Federal) no julgamento do mensalão, tiveram uma recepção calorosa por parte da militância do PT na festa

Genoino e Cunha, ambos deputados federais, chegaram ao local por volta das 18h30, por uma porta a qual a imprensa não teve acesso. A militância petista recepcionou ambos com abraços. Os presentes formaram uma fila com aproximadamente 30 pessoas para cumprimentar Genoino. Dirceu chegou por volta de 19h, e sua presença também foi festejada pelos presentes. O ator global José de Abreu, amigo de Dirceu que irá se filiar ao PT, o acompanhou na chegada.

Assim como ocorreu com Genoino, militantes do partido formaram uma longa fila para abraçar Dirceu. Por volta de 19h20, chegaram os ministros José Eduardo Cardozo (Justiça), Gilberto Carvalho (secretaria-geral da Presidência), Aloizio Mercadante (Educação) e Alexandre Padilha (Saúde), que passou por Dirceu sem cumprimentá-lo.

Outros petistas históricos, como Benedita da Silva, Luiz Dulci, Professor Luizinho e Marcelo Déda, já estão no evento.
O evento

O espaço onde ocorre a festa, com capacidade para 850 pessoas, não foi suficiente para abrigar todos que se dirigiram ao local. Um espaço anexo, equipado com telão, foi montado para cerca de 400 presentes. Segundo a organização, mais de mil pessoas acabaram ficarando do lado de fora. 

O cartaz do evento estampa os rostos de Lula e Dilma e a frase "o decênio que mudou o Brasil". No convite, o partido conclama para as "comemorações dos dez anos do Governo Democrático e Popular".

O ato petista acontece um dia depois de Dilma anunciar a inclusão de 2,5 milhões de beneficiários do Bolsa Família, programa criado no governo Lula. Para isso, o governo anunciou a elevação da renda doada para mais de R$ 70 por pessoa das famílias agraciadas com a renda – o valor é considerado limite para a pobreza absoluta.

A erradicação da pobreza extrema é uma promessa eleitoral de Dilma. Os recursos para o aumento dos beneficiários somarão R$ 733 milhões aos cofres públicos.

"O Brasil vira uma página decisiva na longa história, na nossa longa história de exclusão social. Nela está escrito que mais 2,5 milhões brasileiros estão deixando a extrema pobreza", afirma a presidente Dilma Rousseff durante a cerimônia de anúncio da nova medida. "Por não termos abandonado o nosso povo, a miséria está nos abandonando.", disse Dilma durante o pronunciamento em Brasília.

FHC diz que PT faz ‘picuinha’
As declarações de Dilma irritaram a oposição, em especial os tucanos. O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso gravou um vídeo no qual declarou que o PT faz "coisa de criança" e "picuinha" ao criticar governos passados. Em trecho do vídeo, FHC diz que "Eles pensam que o Brasil começou agora. Não começou. No meu governo, eu mudei o rumo do Brasil, que estava muito desorganizado".

Uol/CG

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Senado: Calheiros é eleito novo presidente



O líder do PMDB Renan Calheiros (AL) foi eleito presidente do Senado com 56 dos 78 votos dos parlamentares. O candidato alternativo, Pedro Taques (PDT-MT), obteve 18 votos. Dois senadores anularam seus votos e dois deixaram em branco.

Os senadores Luís Henrique (PMDB-SC) e João Ribeiro (PR-TO) não compareceram por motivos de saúde. Humberto Costa (PT-PE) deixou de votar porque faz curso de inglês nos Estados Unidos.

Finalizada a eleição para presidente do Senado, a sessão foi encerrada por Renan Calheiros já no exercício do cargo. Agora será aberta outra sessão para que os senadores elejam as demais funções da Mesa Diretora tendo como princípio de indicação a proporcionalidade partidária.

Isso não impede que, no momento da indicação para um dos cargos da Mesa qualquer senador se apresente como candidato alternativo. Caso isso ocorra, a votação será feita em cédula de papel. Se houver apenas um candidato a votação é feita pelo painel eletrônico, mantido o voto secreto.

Fonte: Agência Brasil

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Conheça 10 leis sancionadas em 2012 que afetam o seu cotidiano


Congresso Nacional - Foto: Site do Senado
Poupança
Lei 12.703/12
(7 de agosto de 2012)
Para baixar juros e controlar a inflação, o governo alterou as regras da caderneta de poupança. A Lei 12.703/12 mudou a rentabilidade da caderneta toda vez que a taxa Selic for fixada em 8,5% ou abaixo disso por ano. Desde 4 de maio do ano passado, quando isso ocorre, a caderneta é remunerada com a variação da Taxa Referencial (TR) mais 70% da Selic. Até então, a poupança tinha rendimento anual de 6,17% mais TR. A taxa básica de juros terminou 2012 em 7,25%. Com isso, a remuneração da caderneta ficou em 5,075% ao ano, mais a TR. A nova regra não alcançou os depósitos feitos até 4 de maio, que continuam com o rendimento antigo. A mesma norma, que tramitou no Congresso na forma de medida provisória, também facilitou a migração de financiamentos imobiliários entre os bancos. Foi simplificada a transação quando o mutuário decidir transferir sua dívida para outra instituição que ofereça melhores condições.
Beber e dirigir ficou ainda mais arriscado com o endurecimento da Lei Seca. Fora os riscos da combinação perigosa entre volante e bebida, uma mudança na legislação permite a utilização de outras provas além do bafômetro para comprovar que um motorista bebeu mais do que devia. O texto, que entrou em vigor no dia 21 de dezembro, também aumentou a pena e os valores das multas cobradas dos infratores. De acordo com a nova lei, provas testemunhais, vídeos e fotografias podem ser utilizados para comprovar que um motorista dirige sob efeito de álcool. Até então, apenas o teste do bafômetro e o exame de sangue podiam ser utilizados como comprovação da embriaguez, e o motorista podia recusar a se submeter a esses procedimentos. A lei elevou de R$ 957,70 para R$ 1.915,40 o valor da multa de quem é pego embriagado ao volante. Caso o motorista seja reincidente no mesmo ano, a multa dobra, passando a R$ 3.830,80, e a carteira de habilitação e os documentos do carro são apreendidos.
Lavagem de dinheiro
Lei 12.683/12
(10 de julho de 2012)
Uma lei sancionada em julho pela presidenta Dilma aumentou o rigor no combate ao crime de lavagem de dinheiro. A Lei 12.683/12 permite que seja configurada como crime a dissimulação ou ocultação da origem de valores advindos de qualquer outro crime ou contravenção penal, como, por exemplo, o jogo do bicho e a exploração de máquinas caça-níqueis. O texto adapta a legislação brasileira a tratados internacionais sobre corrupção, financiamento do terrorismo e criminalidade transnacional organizada. Em resumo, a lavagem de dinheiro torna-se crime independentemente de qualquer outro. Pela legislação anterior, precisava ocorrer em paralelo a outros oito tipos de crimes, como tráfico de drogas e sequestro. Agora é totalmente independente. Outra novidade é a possibilidade do juiz responsável por um caso que investiga o crime determinar a penhora dos bens apreendidos antes do julgamento da ação. A nova lei também prevê o afastamento da função do servidor público em caso de indiciamento pela Justiça. Não haverá, no entanto, prejuízo de remuneração e demais direitos previstos em lei, até que o juiz competente autorize seu retorno.
Veja a íntegra da Lei 12.683/12
Nova previdência para servidores
Lei 12.618/12
(2 de maio de 2012)
Quem for aprovado em concurso público não terá mais direito a aposentadoria integral. Uma mudança proposta pelo Executivo e aprovada pelo Congresso estabeleceu um teto para a aposentadoria no serviço público – os mesmos R$ 3.916,20 previstos para funcionários da iniciativa privada. Além de igualar o teto da aposentadoria ao da iniciativa privada, a nova lei estabeleceu a criação de três fundos de pensão – um para cada poder da República. A proposta cria a Fundação de Previdência Complementar do Serviço Público Federal (Funpresp). O órgão terá a missão de gerenciar o fundo de aposentadoria dos servidores do Executivo. Outros dois fundos serão criados para os poderes Judiciário e Legislativo. O sistema será obrigatório para os futuros servidores públicos. Os atuais podem optar por entrar na Funpresp. Na visão governista, o déficit da Previdência é insustentável e era necessário fazer mudanças no sistema. Para 2012, o prejuízo estimado era de R$ 61 bilhões. No entanto, para entidades que representam servidores e categorias envolvidas, a proposta tem falhas. O argumento do déficit é considerado como falacioso, já que o novo modelo não vai atingir militares da reserva e funcionários públicos do governo do Distrito Federal.
Crimes cibernéticos
Lei 12.737/12 – Lei “Carolina Dieckmann”
(30 de novembro de 2012)
Lei 12.735/12
(30 de novembro de 2012)
Sancionada no dia 30 de novembro de 2012, a lei que tipifica delitos de informática, como o roubo de senhas e o uso de dados bancários obtidos de forma indevida ou sem autorização, só começa a valer em março, quando completará 120 dias de sua vigência. Originária do Projeto de Lei 2793/11, do deputado Paulo Teixeira (PT-SP), a Lei 12.737/12 estabelece a tipificação criminal de delitos informáticos e prevê prisão de seis meses a dois anos e multa para quem obtiver segredos comerciais e industriais ou conteúdos privados por meio da violação de mecanismo de segurança de equipamentos de informática. Hackers que invadirem sistemas ou computadores podem ficar na cadeia por esse tempo, por exemplo. A punição aumenta em até dois terços se houver divulgação, comercialização ou transmissão a terceiro dos dados obtidos. A norma foi apelidada como “Lei Carolina Dieckmann”, em referência ao caso protagonizado pela atriz em maio. Fotos íntimas dela foram publicadas na internet após invasão do seu computador. Outra norma sancionada na mesma data também tipifica como falsificação de documento o uso de dados obtidos pela internet para a falsificação de cartão de crédito ou débito. A pena, nesse caso, é de reclusão de um a cinco anos e multa.
Veja a íntegra da Lei 12.737/12Veja a íntegra da Lei 12.735/12
Redução de imposto para empresas
Lei 12.715/12
(18 de setembro de 2012)

Um pacote de incentivos às empresas reduziu o pagamento da contribuição patronal à Previdência Social em 25 setores da economia. Por ele, o patrão optar por deixa de pagar 20% ao INSS sobre os salários dos funcionários. Em vez disso, vai contribuir com um valor de 1% a 2% do faturamento da empresa. A ideia é desonerar a folha de pagamento e incentivar as contratações. Os ramos de atividade beneficiados com a medida são calçados, imóveis e software (desde 2011) e mais 42 setores desde o ano passado. A presidenta Dilma já sinalizou que pretende ampliar a possibilidade de usar o mecanismo para outros setores da economia em 2013. A lei faz parte do Plano Brasil Maior.
Lei das Cotas Sociais
Lei 12.711/12
(30 de agosto de 2012)
A política de cotas no Brasil ganhou novo capítulo com a sanção da Lei 12.711, em agosto. A norma, também conhecida como Lei das Cotas Sociais, reserva metade das vagas nas universidades federais e escolas técnicas do país para alunos que cursaram todo o ensino médio na rede pública. As cotas devem ser preenchidas prioritariamente por negros, pardos e índicos, de acordo com a proporção das etnias em cada estado, conforme os indicadores do Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2010. O texto prevê, ainda, que metade das vagas reservadas deve ser destinada a alunos com renda familiar de até um salário mínio e meio por pessoa (R$ 933, em valores atuais). Dilma vetou apenas um artigo, o que estabelecia que o ingresso por meio das cotas deveria se dar pelas notas do ensino médio, sem a necessidade do vestibular.  O governo defende que o critério adotado seja a nota do Enem. As universidades têm até 2016 para se adequar às novas regras. O texto, que causou polêmica no Congresso, tramitou durante 13 anos na Câmara e no Senado.
Fim do cheque-caução nos hospitais
Lei 12.653/12
(28 de maio de 2012)
Uma exigência corriqueira nos hospitais virou prática criminosa: condicionar o atendimento médico-hospitalar emergencial a qualquer garantia, como cheque-caução ou nota promissória. Desde a sanção da Lei 12.653, em maio do ano passado, quem sujeitar o paciente em situação de emergência à obrigatoriedade de garantia financeira pode ser punido com prisão de três meses a um ano, além de multa. Essa punição pode ser dobrada caso a recusa de atendimento resulte em lesão grave de qualquer natureza, e triplicada se resultar em óbito. De autoria do Executivo, a proposta incluiu dispositivo no artigo 135 do Código Penal, criando tipo específico de crime no texto que versa sobre omissão de socorro. A legislação, até então, não fazia referência expressa ao atendimento de urgência. A apresentação da proposta decorreu de uma morte: o projeto foi apresentado depois de o então secretário de Recursos Humanos do Ministério do Planejamento, Duvanier Paiva Ferreira, morrer após dois hospitais lhe terem negado atendimento em razão de seus familiares não terem em mãos um talão de cheques. Duvanier havia sofrido infarto em casa, em Brasília, e só conseguiu ser atendido pelo terceiro hospital procurado. No entanto, o caso já era grave e piorou durante a busca por hospitais, a ponto de os médicos não conseguirem mais reverter a situação.
Veja a íntegra da Lei 12.653/12Minha Casa, Minha Vida
Lei 12.693/12

(25 de julho de 2012)
O governo recorreu a uma medida provisória para mudar as regras do programa habitacional “Minha Casa, Minha Vida” e permitir a transferência da propriedade de imóveis financiados para amulher em caso de separação, divórcio ou dissolução de união estável. A nova regra vale apenas para a faixa de beneficiários com renda de até três salários mínimos. Esse grupo, que tem a compra subsidiada integralmente pelo governo federal, é a parcela da população que mais depende de dinheiro público para ter acesso à moradia própria, já que não dispõe de renda suficiente para fazer um financiamento bancário. Em 2011, o governo havia determinado que a casa ficasse preferencialmente no nome da mulher. Ficam de fora da nova regra imóveis adquiridos antes do casamento ou com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e os casos em que o homem tiver a guarda exclusiva dos filhos.
Código Florestal
Lei 12.727/12

(18 de outubro de 2012)
Lei 12.651/12
(25 de maio de 2012)
Um dos assuntos mais explosivos debatidos pelo Congresso nos últimos anos, as mudanças na legislação das florestas foram votadas duas vezes pelos parlamentares em 2012. A presidenta Dilma vetou diversos artigos da Lei 12.651/12 e reincluiu outros numa medida provisória, convertida na Lei 12.727/12. O novo Código Florestal determina a suspensão imediata nas reservas legais de atividades em áreas desmatadas irregularmente após 22 de julho de 2008. Os percentuais de reserva legal continuam os mesmos: 80% em florestas da Amazônia, 35% em cerrados da Amazônia e 20% nos demais casos. A principal disputa ocorreu em torno do reflorestamento das áreas de preservação permanente. Dilma vetou uma das mudanças introduzidas pelos deputados: a possibilidade de produtores com áreas maiores (entre dez e 15 módulos) recuperarem menos (15 metros em vez de 20) no entorno de rios com até dez metros de largura.


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